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Meu Humor
| Data | Peso | Eliminado | IMC |
| 01/09 | 103 | --- | 43,4 |
| 06/10 | 91 | 12 | 38,3 |
| 01/11 | 86,2 | 16,6 | 36,3 |
| 07/12 | 80,4 | 22,6 | 33,9 |
| 04/01 | 78,5 | 24,5 | 33 |
| 10/02 | 74,6 | 28,4 | 31,2 |
| 07/03 | 71 | 32 | 29,9 |
| 07/04 | 68 | 35 | 28,6 |
| 07/05 | 66.2 | 36,8 | 27,9 |
| 07/06 | 64.5 | 38,5 | 27,1 |
| 07/07 | 61.9 | 41,1 | 26,1 |
| 07/08 | 59.4 | 43,6 | 25 |
| 07/09 | 56 | 47 | 23,6 |
Blogs que eu leio:
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Blog da Ângela
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Blog da Carol
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Blogadouro
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Visitas
Sensações
Descobri que os meus trabalhos dessa semana vão ser mais difíceis e vão me custar um pouco mais que o normal. É que trabalho em uma agência de propaganda, e lá estamos fazendo uma campanha promocional para um novo empreendimento imobiliário. A minha função é criar textos que despertem nas pessoas o desejo de investir neste imóvel... De comprar mesmo. Mas para isso é preciso despertar neles algumas emoções.
O conceito da campanha é baseado em perfeição, em algo que foi feito sob medida para os clientes. A princípio pode até parecer fácil... Mas o meu problema é: como despertar nas pessoas algo que eu mesma preciso sentir? Como fazer as pessoas sentirem uma emoção que eu mesma estou buscando? Acho complicado fazer alguém sentir uma coisa que eu não consigo encontrar para a minha própria vida.
O que eu gostaria de ter é uma sensação plena de liberdade, ao perceber que encontrei o meu lugar. Um lugar perfeito, feito sob medida para mim. Onde os meus desejos mais simples poderiam ser alcançados. Não porque este viesse a ser um lugar mágico, mas porque a certeza de ter encontrado o lugar certo me daria forças suficientes para não perder mais nenhuma meta de vista. Este lugar me proporcionaria uma alegria simples, mas forte o suficiente para me fazer sentir uma imensa paz de espírito. Me traria uma enorme vitalidade que me fizesse não ter mais medo de realizar as coisas que objetivo para a minha vida.
Imagine só, encontrar um lugar rodeado por harmonia, conforto, segurança... Um lugar tão pleno de paz e com tantas belezas que te fizesse sentir mais perto de Deus. Um lugar sem quaisquer defeitos e que por isto, ao menos uma hora por dia, te fizesse esquecer dos defeitos das outras pessoas e dos seus próprios. Um recanto tão acolhedor e aconchegante que fosse capaz de reaquecer seu coração e despertar nele uma imensa vontade de viver... De viver intensamente.
É... Talvez o meu maior problema seja, não o desejo de ter estas sensações para mim, mas o fato de eu não acreditar que estas possam ser geradas por um lugar... Acredito que estas sensações são despertadas por nós mesmo, e por como as projetamos no mundo e nas pessoas. Não é um lugar que será capaz de me fazer sentir mais perto de Deus, mas a minha capacidade de enxergá-lo nas coisas mais simples do meu dia. Não é a beleza de um lugar que me devolverá a alegria de viver, mas a clareza dos meus objetivos e a percepção de que há em mim as ferramentas para fazê-los acontecer. Eis o maior de todos os problemas: Quantos de nós não ficamos buscando em lugares, em pessoas e em objetos as motivações para viver? Calma... Não fique chateado... eu, você e mais outros bilhões de seres humanos fazemos isso. O que temos de fazer é não permanecer no erro... não permanecer no problema. Os lugares onde vivemos são demonstrações daquilo que já alcançamos em nossas vidas, e do quanto mais ainda podemos fazer. Com o passar do tempo estes lugares se tornam o reflexo daquilo que somos. Se o lugar onde estamos já não nos satisfaz podemos batalhar por algo novo, ou quem sabe possamos simplesmente transformar o que já temos em algo novo, começando a mudança por nós mesmos.
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Adla Fayad
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15h47
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QUE TAL MUDAR UM POUQUINHO, HEIM?
Tem dias que não dá, não é? Você se esforça, faz mil rascunhos na tentativa de escrever algo no mínimo legal, mas nada é suficientemente bom para ser lido pelos outros. Daí, pela qüinquagésima nova tentativa de buscar alguma inspiração você começa a apelar pras “colas”, afinal já dizia alguém por aí sem criatividade alguma: “nesta vida nada se cria, tudo se copia”. Ô espírito de porco que tinha esse cidadão, perdoem-me seus parentes!
O pior de tudo não foi nem criticá-lo, mas sim me ver na possibilidade de copiar alguém por falta de criatividade. É gente, eu estou apelando mesmo, e daí? É... tudo bem que é cola, mas é com estilo, viu?! Essa garotinha aí eu fiz no site do Itaú, mas a citação de hoje, do texto Mude, é do Edson Marques, que por sinal tem um blog ótimo e me parece que lá nunca falta inspiração...
Frase ideal para os dias que virão em minha vida: "Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade".
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Diane
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18h30
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LIBERDADE
Amanheci com a sensação de que é preciso liberdade nas coisas que se faz e que se diz para não pensar que somos marionetes sobre um palco nas mãos de um mágico louco.

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Diane
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15h01
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A VIZINHA DO LADO E O BOM [MAU] EXEMPLO
Estou ciente que falar mal não é a melhor coisa do mundo e que falar mal de alguém não resolve nem o meu e nem o problema de outra pessoa, neste caso a vítima [?]. É vítima das minhas palavras maldosas. Se me permite vou limpar um pouquinho a minha barra e vou trocar o “falar mal” por “crítica construtiva”. Posso? É claro que posso, esse texto é meu. E depois se você discordar é só comentar logo ali em baixo.
Eu tenho uma vizinha, a vizinha do lado. É inevitável não me pegar observando seu comportamento. Desde que me mudei para cá e não faz muito tempo eu noto o quanto ela é cheia de extremos e que sim, me incomodam a valer! Minha vizinha, se chama Renata e tem dois filhos pequenos, uma com 5 anos e um com 10 meses. Eu fico de queixo caído com a forma que ela trata seus filhotes, sempre aos berros ameaçando surras sem fim. Às vezes tenho dó ora dos filhos, ora dela mesma, e às vezes tenho raiva também. Daí eu quero voltar ao passado e imaginar como fora a criação da minha vizinha. Como seus pais a criaram? Provavelmente esta foi a única forma de criação que lhe fora ensinada. Não sei.
Outro dia minha vizinha pediu-me que pegasse o tapete dela que havia caído do lado de cá do muro. E lá estava Renata aos berros:
— Vizinha! Vizinha!
Com um pouco de pirraça, [é mas pensando bem eu poço alegar que estava muitíssimo ocupada, mas não estava de qualquer modo] eu relutei em responder, afinal todas as vezes em que nos falamos eu me apresentei a ela dizendo meu nome e poderia ser qualquer “vizinha”. E minutos depois, com os pulmões cheios de ar, escuto novamente:
— Vizinha! Vizinha!
— Olá Renata! – apareci para ela.
— Vizinha, você poderia pegar o meu tapete que caiu aí se não for demais?
Sentiu aí uma pontinha de ironia? Eu senti. Mas esboçando o meu melhor sorriso eu disse:
— Claro!
E fui lá pegar certa que pela menos um “obrigada” iria sair da sua boca. Peguei o tapete e o entreguei e... e... e, ela deu as costas!
Eu nem quis acreditar! Deu vontade de dizer aquela frase que o Robin Williams sempre dizia naquele filme em que ele era o robô, “fico feliz em ser útil”.
Daí eu me questiono, por que para algumas pessoas é tão difícil ser cordial? Gente, dar um sorriso, dizer bom dia, boa tarde, obrigada, por gentileza, dói? Se dói nunca doeu em mim, dói mesmo é quando não ouço estas frases.
Lá em casa, pelo menos papai sempre teve o cuidado de nos ensinar estas coisas. Quase nunca ele dizia como a gente deveria fazer, mas lá estava o exemplo dele e para nós aquilo foi suficiente. Lembro-me bem de nós cinco sentados à mesa e ele pedindo com aquele sotaque carregado do interior de São Paulo:
— Porrr favorrr, me passa a salada.
E quando a gente passava, ele respondia:
— Obrigado!
É esse o tipo de aprendizado que levo e transmito, sim eu transmito. Aonde quer que eu vá eu exteriorizo o bom hábito de ser cordial com as pessoas. E com você, como funciona isto?

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Diane
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11h06
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OS ABSURDOS DO TELEMARKETING
Hoje pela manhã quando fui usar meu computador, notei que estava sem acesso à Internet. Tentei abrir algumas páginas, meu Messenger, e nada funcionava. Óbvio que peguei meu telefone para discar à companhia que oferece o serviço de ADSL para verificar o que ocorria. Após vinte longos minutos de espera, consegui um “alô” do outro lado da linha. Segue-se o diálogo:
[Silêncio]
— Alô!
— Aguarde um momento por gentileza.
[Silêncio]
— É... Gustavo. Brasil Telecom, bom dia. Com quem falo, por favor?
— Oi Gustavo, aqui é a Diane. Meu computador não está se conectando à Internet.
— Qual o número do seu telefone?
— 63 321X XXXX.
— Como é? 63 331
— Não! 63 321X...
[Fui interrompida abruptamente]
— Calma senhora! Não precisa ficar nervosa – e foi disparando – eu estou tratando a senhora com educação!
— Êpa, peraí. Só estou dizendo o número do meu telefone rapaz.
— Rapaz não, a senhora me respeita! Estou te tratando com educação e meu nome é Gustavo, graças a Deus!
—Tudo bem Gustavo, o número é este 63 321X XXXX... e quanto ao meu problema?
— Senhora, consta aqui que o prazo de instalação é até o dia 10.
— Como assim o “prazo de instalação” se eu utilizo a Internet neste computador há 1 mês?
— É o que consta aqui...
— Está bem, posso falar com sua supervisão?
— Não, ele está atendendo.
— Ok! Só mais uma coisa, qual o número da sua matrícula?
— O meu nome é Gustavo e só isso eu direi.
[e pasmem, me jogou na URA novamente...]
[Continua logo a baixo]
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Diane
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13h09
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Estou assustada até agora! Que tipo de loucos eles costumam contratar para dar atendimento aos seus clientes? Um sujeito que veio lá não sei da onde, super estressado, se achando a vítima e além de tudo com mania de perseguição! É mole? É claro que eu quis reclamar, por isso pedi sua matrícula, mas ele foi esperto e neste caso lê-se mau caráter, e não me forneceu.
E estando eu novamente numa fila de espera sou atendida por outro rapaz, que apesar de pouco saber falar motivado por uma “gagueira nervosa” [aliás eu sorrio até agora lembrando que ele mal conseguia dizer o nome do meu irmão, que é Ygor e ele disse pelo menos umas três vezes “Yrgô”], me atendeu até muito bem! Vai aí um trecho do nosso acalorado diálogo.
Já quase no final
— Pois é Diane, o prazo para sua Internet voltar é de no máximo três dias!
— Três dias? Mas isso é tempo demais!
— Muito tempo né? Eu sei...
— Sim, é impossível esperar tanto tempo.
— Não, mas pode voltar hoje ainda, amanhã, ou depois de amanhã talvez! [Disse efusivamente]
— Sei... [e eu sem acreditar num “a” que ele dissesse]
— É, mas pra senhora vai voltar no máximo em 24h!!!
— Ué, mas você não disse que eram até três dias úteis?
— Mas eu já pedi urgência e em no máximo 24h a senhora poderá navegar novamente.
— Ah é? Humm...
— É! E a senhora tem celular? Porque aqui só tem o nome de “Yrgô”
[Senti que ele tava me cantando, acredita? Não pareceu nada profissional como soou o tom da voz dele]
— Ygor, meu irmão.
— “Yrgô”, né?
— É... [Me segurei pra não dá uma gargalhada e disse o número do celular]
— Então Diane, pode aguardar que nós vamos fazer uma forcinha aqui pra sua Internet funcionar logo.
[E desligamos]
E não é que toda esta conversa fiada colou? Ao desligar o telefone eu vim verificar o andamento da Internet e eis que está tudo normal! Ahahah, coincidências existem, afinal! E você? Já passou por alguma situação aborrecedora ou hilária com os atendentes de telemarketing? Conte aqui!

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Diane
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13h07
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"A vida vem em ondas como o Mar..." Ao longe no mar, Ela ia longa, forte, mas leve. O sol garantia à sua passagem, Que era assim um tanto fulgás, Um brilho de um resplendor que fazia com que, Embora em meio à imensidão houvessem muitas como ela, Nenhuma jamais seria igual. Ela deslizava sobre água de que também era parte. Quando ia aos poucos encontrando seu fim Parecia, quem sabe por travessura, Imitar as nuvens que tinha acima de si. Chegando ao que poderia parecer, À alguém que por ali passasse, Sua “morte”, seu fim Ela se renovou, Encontrando nas mãos de uma criança, Força... Não como aquela anterior Capaz de destruir.... Mas uma nova força Capaz de unir os grãos de areia Seja para fazer nascer o sorriso daquela criança Ou para erguer os sonhos de um outro alguém. Mas uma parte de si permanece Nesse indo e vindo infinito Alimentando e realimentando Sonhos e sorrisos.
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Adla Fayad
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21h53
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O DESTRUTIVO LITTLE BOY
Hiroshima, 06 de agosto de 1945 às 08h45
É preciso voltar no tempo, na II Guerra Mundial, há 60 anos atrás... Hiroshima era uma das poucas cidades do Japão que ainda não havia sido atacada pela guerra, pelo fato de estar entre vales provavelmente. Tudo estava intacto, tudo em perfeita ordem. As pessoas trabalhavam e mantinham todas as suas atividades normais. Até que em 06 de agosto, um avião sobrevoa a cidade. As sirenes de alerta soaram, mas não havia mais tempo. Hiroshima havia sido julgada e agora recebia sua condenação.
De repente um estrondo e mais nada! Instantaneamente toda a vegetação deixou de existir. Casas, prédios, comércios vieram a baixo, quem estava num raio de 02km do epicentro teve seus corpos desintegrados [80 mil pessoas]. Uma onda de calor intenso emitia radiação ultravioleta e poucas horas depois uma chuva preta, oleosa e pesada caiu ao longo do dia contaminando tudo o mais que estava em volta. O cenário era único, de horror e morte [ao total 140 mil]. A aqueles que sobreviveram restou ainda ter que conviver por longos anos com a tragédia, o trauma e o câncer ocasionado por uma arma ironicamente batizada de Little Boy, cujo poder destrutivo se igualava ao de 20 mil toneladas de dinamites!
A Rosa de Hiroshima
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas,
Pensem nas meninas
Cegas inexatas,
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas,
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas.
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa, da rosa!
Da rosa de Hiroshima,
A rosa hereditária,
A rosa radioativa
Estúpida e inválida,
A rosa com cirrose,
A anti-rosa atômica.
Sem cor, sem perfume,
Sem rosa, sem nada.
Vinícius de Moraes

A rosa que Vinícius de Moraes viu sobre Hiroshima não era bela.
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Diane
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10h14
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QUANDO SOU FRACO, ENTÃO, É QUE SOU FORTE
Sempre fui alguém com sérias dificuldades para falar de mim mesma, não sei o que é, e às vezes até penso que sei. É a dificuldade. Engraçado pensar que é somente a dificuldade por ela mesma, mas tem muito mais coisas aí que são difíceis de dizer. Sou sorrisos na maior parte do tempo, mas sei pegar uma onda de tristeza que sai de perto, nem eu me suporto. Então fico em sono profundo para que nem eu mesma me veja assim. Confesso, nem tudo que me ocorre eu sei lidar bem e se é pra falar dos meus defeitos e erros eu prefiro que seja agora, num momento em que me sinto bem e preparada a lidar com eles.
Não tenho hábito de ser injusta, nem tão pouco comigo, portanto vez por outras me pego sendo meu psicanalista e conversando sozinha, tento [às vezes em vão] resolver certos problemas, distúrbios de personalidade [isso existe?] e fraquezas. Gostaria de lembrar mais vezes das palavras do Apóstolo Paulo que diz: “Quando sou fraco, então, é que sou forte”. Mas nestes momentos eu as esqueço e me pergunto: “Como pode ser”? Já eu, quando estou fraca é porque estou na lama [risinhos].
E essa tal dificuldade é que atrapalha tudo, trava de maneira tal que meus pensamentos se confundem e é preciso dormir um pouco até que o temporal se acalme e eu me sinta então à vontade de falar dos meus problemas. Talvez isso se explicasse lá na minha infância, mamãe apesar de ser comunicativa não nos convidava para falar de nós mesmos, nossas dúvidas, anseios, nada disso! Lembro até que uma vez, eu já na adolescência, ela me disse que não era minha amiga, era minha mãe. Não me esqueci disso. Mas não a culpo. Afinal eu já entendo as coisas e já estou bem grandinha pra compreender o que realmente é bom ou ruim pra mim. Mamãe fez o melhor que podia e eu a agradeço por isso.
Tenho muitas coisas que gostaria de por para fora, não aqui onde tudo é público e não sou celebridade para virar alvo de opiniões tão alheias a mim. Mas, eu gostaria sim de expor meus medos, minhas fraquezas e às vezes dizer pra alguém: “Ei, eu choro também”.
Conversando com minha sócia [Adla] outro dia falamos a respeito da arrogância e de como ela nos afeta em todos os nossos relacionamentos. Há alguns meses atrás eu tive uma experiência que hoje me faz pensar muito e me dá um certo arrependimento da postura arrogante que eu adotava. Mas o que ninguém soube é que esta era [eu pensava que era] a única defesa que eu teria numa situação tão conflitante. A minha intenção era me por num pedestal, usando como armadura uma idiotice de superioridade. É claro que fracassei. Por sorte a vida não parou e como todo dia é novo, nesses últimos tempos eu tenho tentado exorcizar todos os tipos de defeitos ou atitudes negativas que me impeçam de ser quem eu gostaria que realmente fosse.
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Diane
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11h16
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...UMA LOTERIA GIGANTE DA QUAL SÓ SE VÊEM OS GANHADORES...
Você acredita em acaso?
O acaso, por definição é alguma coisa que acontece por puro acaso. É como ganhar na loteria, seu bilhete é sorteado em meio a milhares de outros bilhetes, você fica extremamente satisfeito com o resultado, mas o fato de ter ganho foi pura obra do acaso. Daí então você se questiona, por se lembrar que naquele mesmo dia, um pouco antes você havia encontrado um trevo de quatro folhas, um pé de coelho ou algo que o valha. E começa também a se questionar sobre todas as coisas da sua vida que antecederam o dia em que você ganhou na loteria e pensa: Será que tinha que ser assim?
Acho que não foi por acaso que nasci.
Mil e quinhentos. “Descobrimento” do Brasil. Você deve saber que fomos colonizados por pessoas nada amistosas que só pretendiam escravizar índios e roubar nossas riquezas naturais. Só que existe uma coisa que nunca falamos. Você tem consciência de que naquela época você tinha muitos milhares de antepassados? Todos nós temos um pai e uma mãe, quatro avós, oito bisavós, dezesseis tataravôs, e assim por diante. Se você for fazendo as contas até voltar a 1500, vai chegar a um número bem grande. Então vieram as chacinas provocadas por nossos colonizadores e as doenças que afetavam aos índios por não terem a mesma resistência imunológica a estas enfermidades. E assim por diante, ao longo do anos, toda sorte de combates, guerrilhas, etc. Muitas pessoas morreram, em algumas famílias todas as pessoas morreram; em outras um ou duas conseguiram sobreviver. Naquela época, muitos dos seus antepassados eram crianças e nenhum deles morreu. E como alguém pode ter tanta certeza disso? Porque você está bem aqui, lendo esse texto agora! E se algum dos seus antepassados tivesse morrido, ele ou ela não poderia ter sido seu antepassado.
A probabilidade de nenhum dos meus antepassados ter morrido ainda criança era uma para muitos bilhões. Pois não estamos aqui falando apenas do descobrimento, entende? Todos, todos os seus antepassados cresceram e tiveram filhos em épocas que foram palcos das mais terríveis catástrofes naturais e que, além do mais, possuíam índices assustadores de mortalidade infantil. É claro que muitos deles chegaram a ficar doentes, mas o fato é que todos sempre sobreviveram às enfermidades. Assim, por muitas centenas de bilhões de anos você esteve a um milímetro da morte. Sua vida neste planeta foi ameaçada por insetos e animais selvagens, meteoros e raios, doenças e guerras, enchentes e incêndios, envenenamentos e tentativas de assassinatos. Só na Revolta de Canudos você deve ter se ferido muitas centenas de vezes, pois você deve ter tido antepassados de ambos os lados. Sim, no fundo você, travou uma guerra contra si mesmo e com a possibilidade de nascer. Estou falando de uma coisa que aconteceu muitos bilhões de vezes ao longo da história. Todas as vezes que uma seta cortou os ares sibilando, as chances de você nascer foram reduzias ao mínimo. Mas aí está você, na frente deste computador, lendo o que está escrito. Entende?
Estou falando de uma única e longa cadeia de acasos. E essa cadeia pode ser acompanhada até chegarmos à primeira célula viva que se dividiu e com isso deu o ponta pé inicial para tudo o que cresce e medra hoje em dia no planeta. A probabilidade de que a minha cadeia não se interrompeu em algum ponto do passado de três ou quatro bilhões de anos é tão pequena que quase não podemos imaginá-la. Mas eu consegui chegar até aqui. Isso mesmo, aqui estou eu! E sei que sorte eu tive para ter o prazer de desfrutar deste planeta na sua companhia. Sei da sorte que teve cada ser vivo deste planeta.
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Diane
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11h59
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E aqueles que tiveram azar?
Eles não existem! Nunca nasceram. A vida é uma loteria gigante, da qual só se vêem os ganhadores.
É assim com todos os acasos. Vamos tomar um exemplo bem simples: digamos que eu esteja pensando num amigo e que no momento seguinte ele me telefona ou então apareça na minha casa. Muitos consideram uma coincidência como essa, algo sobrenatural. Acontece, porém, que penso com freqüência nesse meu amigo e nem por isso ele toca a campainha da minha casa toda vez que eu penso nele. E acontece também de ele me telefonar muitas vezes, sem que eu esteja pensando nele. You see?
O problema é que a gente sempre pensa naquelas ocasiões em que as duas coisas acontecem ao mesmo tempo. E este é o ponto. Se acharmos na rua uma nota de 10 reais quando estamos precisando com urgência de dinheiro, a primeira coisa que nos vem a cabeça é que há algo de “sobrenatural” naquela coincidência. Ainda que a gente viva duro trezentos e sessenta e cinco dias por ano! Pois bem, é exatamente assim que vão se acumulando as histórias sobre toda a sorte de “experiências sobrenaturais” que são contadas por nossas tias e tios. As pessoas se interessam tanto por histórias assim que estas se multiplicam cada vez mais. Mas também, neste caso trata-se de algo em que apenas os ganhadores são visíveis.
O fato de nos aferramos com tanta voracidade ao “sobrenatural” pode ser explicado por um tipo raro de cegueira, que não nos permite enxergar o maior dos mistérios: o fato de que existe um mundo. Muitos se interessam mais por marcianos e discos voadores do que por todo o enigma da criação que se desenrola bem debaixo dos nossos narizes. Não acredito que o mundo seja um acaso.
Acho que o universo é fruto de uma vontade. Um dia você verá que por detrás de todas essas miríades de estrelas e galáxias oculta-se uma intenção.
Nota: Todo este texto quem escreveu não foi eu, mas sim Jostein Gaarder, filósofo norueguês que escreveu O Mundo de Sofia, Vita Brevis, Através do Espelho, entre outros e o maravilhoso O Dia do Curinga, do qual foram extraídas estas linhas. Algumas partes foram adaptadas [por mim], para trazer à nossa realidade [Gaarder, espero que não se ofenda]. O texto original está no capítulo Quatro de Paus, págs 137 a 144. Este livro é como um talismã pra mim. Hoje me senti totalmente sem inspiração para escrever e me lembrei deste trecho em que nos faz recordar que este acaso que compõem nossas vidas é muito mais que fruto de puro acaso.

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Diane
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11h58
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O ANO DO BRASIL NA FRANÇA
Made in Tocantins
Nesta semana entre os dias 02 e 08, Paris recebe o que há de melhor na cultura tocantinense. Durante O Ano do Brasil na França, o Estado realiza mostras de artesanato, exposições fotográficas e de artes plásticas, além de apresentações de vídeos e roteiros turísticos da região. Um dos pontos altos promete ser as apresentações do show Cantos do Tocantins, com os cantores e compositores Genésio Tocantins e Dorivã. Também se apresentam o grupo Tambores do Tocantins, e o grupo de dança indígena Karajá, de 04 a 07 agosto.
Extraído do Correio Tocantinense
Se farinha fosse americana, mandioca importada, banquete de bacana era farinhada.
Andam falando qui nóis é caipira
qui nossa onda é montar a cavalo
qui nossa calça é amarrada com imbira
qui nossa valsa é briga de galo
Andam falando que nóis é butina
mais nóis num gosta de tramóia
nóis gosta é das minina
nóis é jéca mais é jóia
mais nóis num gosta de jibóia
nóis gosta é das minina
nóis é jéca mais é jóia
Se farinha fosse...
Andam falando qui nóis é caipira
qui nóis tem cara de milho de pipoca
qui o nosso roque é dançar catira
qui nossa flauta é feita de taboca
nóis gosta de pescar traíra
ver as bichinha gemendo na vara
nóis num gosta de mintira
nóis tem vergonha na cara
ver as bichinha chorando na vara
nóis num gosta de mintira
nóis tem vergonha na cara
Se farinha fosse...
Andam falando que nóis é caipora
qui nóis tem qué aprender ingrês
qui nóis tem qui fazê xuxéxu fóra
deixe de bestáge
nóis nem sabe o portuguêis
nóis somo é caipira pop
nóis entra na chuva e nem móia
meu ailóviú
nóis é jéca mais é jóia
Juraildes da Cruz

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Diane
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08h33
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TRANQUILIDADE
Aqui no Tocantins, o nosso verão é sempre no meio do ano, temos apenas duas estações: inverno, que a estação das chuvas e o verão que é a estação do calor, com sol de rachar e uma gostosa ventania pela manhã. Pra mim, este é o período perfeito, apesar da umidade do ar sempre estar muito baixa [e talvez seja por isso mesmo que a sensação térmica do calor não seja tão gritante], a ventania que ocorre pela manhã acaba dando aquele ar de tranqüilidade, calmaria e sossego.
Ultimamente tenho me sentido assim, numa calmaria tamanha que para muitos eu sei que daria nos nervos, mas somente pra’quelas pessoas que de tão enérgicas jamais poderiam contemplar um momento ameno, descansado e em paz. Pensar nisto tudo me fez lembrar um poema do Drummond, e me parece ser as palavras perfeitas para este momento sereno. Um beijo especial para que a semana continue ótima!
DESEJOS
Desejo a você fruto do mato, cheiro de jardim.
Namoro no portão
Domingo sem chuva, segunda sem mau humor, sábado com seu amor
Filme do Carlitos, chope com amigos, crônica de Rubem Braga, viver sem inimigos.
Filme antigo na TV, ter uma pessoa especial e que ela goste de você.
Música de Tom com letra de Chico.
Frango caipira em pensão do interior.
Ouvir uma palavra amável, ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar, noite de lua cheia, rever uma velha amizade.
Ter fé em Deus, não ter que ouvir a palavra não, nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança, ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de amor que nunca será rasgado.
Formar um par ideal, tomar banho de cachoeira, pegar um bronzeado legal.
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça, uma festa, um violão, uma seresta.
Recordar um amor antigo, ter um ombro sempre amigo.
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

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Diane
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09h52
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AGOSTO
Há uma conversa por aí, de muitos anos atrás que Agosto é o mês do agouro e que portanto, todas as coisas ruins são previsíveis a este mês declarado por muitos como “sombrio”! Hoje, é o primeiro dia do mês de agosto e posso dizer com certa convicção que este será o primeiro dia do mês de grandes escolhas no que tange a realizações pessoais. Antes de escrever sobre agosto preciso fazer uma breve pausa sobre o última dia do mês de julho.
Domingo, 31 de julho
Dia, de começar o dia recebendo a mamãe em casa às 6h30 da manhã com aquele abraço que somente ela seria capaz de dar. Dia de receber um abraço carinhoso do irmão atrelado a um pedido de desculpas. Dia de rolar na cama com o sobrinho de 2 anos e meio na hora em que ele acorda e diz: “Tia Diane, vem aqui”. Dia de receber sua prima favorita em casa e passar todo o resto do dia tagarelando e rindo das coisas do cotidiano de nossas vidas! Dia de apreciar os recadinhos carinhosos de amigos e de “des” conhecidos.
Segunda-feira, 01 de agosto
Depois de uma véspera recheada das mais sinceras demonstrações de amor e afeto você acha mesmo que agosto é o mês do agouro? Nem se hoje fosse sexta-feira 13 de agosto daria para pensar assim...
E antes que você me pergunte se eu sou supersticiosa ou me diga para deixar de ser supersticiosa, vou logo dizendo: Não, eu não sou supersticiosa, até porquê, por que eu teria que acreditar que durante 31 dias algo de muito ruim viesse me acontecer se tuuudo o que tenho visto na minha frente é um lindo campo ensolarado cheio de flores?!
Para estes 31 dias do mês de agosto eu celebro a boa sorte e o otimismo. Proclamo o pensamento positivo, clamo pela fé em Deus e saúdo com entusiasmo a paixão pela vida!
Amanhecer de Sabiá
Você beijou de canapú e araçá a minha boca
Um beijo perfumado de jambo amarelo
Um amanhecer de Sabiá
Pra quem perde um amor todas as tardes se vão num sol poente
Fica só uma Jaó na capoeira a cantar a dor da gente
Todo anoitecer será entristecido até você voltar de amor crescido
Xô xô acauã não agoura
Vem Vinvins e Bentivis
Que eu vou com meu amor feliz
Mergulhar no Tocantins
Quésia Carvalho

:: Postado por
Diane
às
09h59
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